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quarta-feira, setembro 12, 2012

A novela está perto do fim

São Paulo, Santos, DIS e Paulo Henrique Ganso caminham a passos largos para o fim da novela que deve levar o meia ao Morumbi até o fim desta semana. Pela primeira vez, o presidente do Peixe, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, admite que pode negociar o jogador pelo valor proporcional aos 45% dos direitos econômicos do atleta a que o clube tem direito, correspondente a R$ 23,8 milhões. Antes, o Peixe batia o pé pela quantia integral: R$ 53 milhões.
Isso porque o DIS, que detém 55%, deverá abrir mão de receber, por enquanto, pela negociação, em documento. Nesse caso, poderia lucrar numa eventual negociação do Tricolor com outro clube. Assim, o São Paulo precisa topar adquirir somente os 45% do Santos por um valor superior ao que estava disposto a pagar. A primeira oferta foi de R$ 23 milhões, e a seguinte, de aproximadamente R$ 30 milhões, ambas pela totalidade dos direitos. Agora, São Paulo e DIS terão de chegar a um acordo sobre como o grupo será beneficiado no futuro.
- Nem adianta o São Paulo apresentar uma proposta se for inferior aos R$ 23,8 milhões. Vão gastar tinta e papel. Esse é o número para o Ganso sair do Santos. O assunto já encheu, é difícil ficar cuidando só disso na vida. Tenho um monte de outras coisas importantes para tratar - afirmou o presidente do Santos, em entrevista à Rádio Globo.
Para que o anúncio seja feito, o acordo precisa ser colocado no papel. O DIS quer ver Ganso no Morumbi e deverá documentar que abre mão de sua parte para novamente não perder dinheiro em uma transação com o Peixe. A empresa entende que teria dificuldades para receber caso o Santos tivesse de repassar o valor, já que brigam na Justiça por situação semelhante envolvendo Wesley, hoje no Palmeiras. Em 2010, o volante foi vendido para o Werder Bremen, e o Peixe não repassou o valor que a empresa entendia ser o correto.O caso ainda está sendo discutido na Justiça.

Nos últimos três dias, uma série de reuniões ocorreu para tentar selar o negócio, que já sofria pressão de todas as partes, principalmente de conselheiros santistas. Até mesmo o lateral-esquerdo Léo cobrou um desfecho, pois a situação estava tumultuando o ambiente do Peixe, e ouviu da diretoria que isso não demoraria a acontecer.
Os dirigentes dos clubes ficaram com a relação estremecida depois das acusações de aliciamento do Tricolor a Ganso feitas por Luis Alvaro, que ameaçou ir à Fifa. Do lado tricolor, o diretor de futebol Adalberto Baptista desmentiu a versão santista de que havia desistido do negócio. O boato, inclusive, deixou Ganso muito irritado. Até em função disso, as conversas finais ficaram entre Santos e DIS. Mesmo sendo inimiga declarada do Peixe, a empresa passou a intermediar o negócio com o São Paulo, por conta do desgaste entre os clubes ao longo da novela.
O mandatário santista também disse estranhar que todas as propostas de aumento salarial tenham sido recusadas por Ganso. A última, feita durante a negociação com o São Paulo, ainda não foi oficialmente respondida, mas o jogador e seus empresários já deixaram claro que não agradou.
Com a negociação quase concluída, resta colocar tudo no papel, e o contrato ser assinado, o que deve ocorrer nos próximos dias. O São Paulo confia plenamente na recuperação física e clínica de Ganso, que tem uma lesão na coxa esquerda e não tem previsão para voltar aos treinos. Nos dois últimos anos, o meia passou por duas cirurgias, uma em cada joelho, e alguns problemas musculares.

Luiz Rosan, fisioterapeuta da seleção brasileira, trabalha no clube, que também consultou o médico da Seleção, José Luiz Runco, e ouviu que o jogador não tem nenhum problema crônico.

No início desta semana, Flamengo e Grêmio demonstraram interesse na contratação do jogador, mas ele afirmou aos representantes que seu desejo era mesmo atuar no time paulista. Caso a contratação seja fechada, ele deverá usar a camisa 8, que pertence ao volante Fabrício, lesionado.

terça-feira, abril 10, 2012

Polivalente

Cícero tem se destacado no São Paulo por uma característica marcante: a polivalência. Ele já atuou em pelo menos cinco posições no Tricolor desde que chegou ao clube, no dia 2 de julho do ano passado. Mas o atleta disse que possui múltiplas funções somente no campo: em casa, por exemplo, mantém distância do fogão e da máquina de lavar.


“A gente tenta ser polivalente só dentro de campo mesmo. Lógico que eu tento ajudar em uma coisa ou outra no extracampo, mas esse negócio que de repente tem de consertar alguma coisa que quebrou na casa, isso daí [risos]...o Cícero não entende do caso não. Mas a gente tenta ajudar da maneira que sabe”, completou o são-paulino.
Cícero já jogou no São Paulo de lateral esquerdo, segundo volante, terceiro homem do meio-campo, meia de ligação e até de atacante, mas prefere atuar atrás do articulador do time, função hoje preenchida por Jadson.
“Lógico que eu gosto de ajudar em todas as posições, mas tenho a minha preferência, que é jogar como terceiro homem de meio-campo, terceiro com um meia na minha frente. É dali que consigo sobressair melhor”.
Agora com 27 anos, Cícero começou a carreira na Tombense, time do Espírito Santo. O meia passou depois pelo Bahia e pelo Figueirense, onde se destacou no Brasileirão de 2006 ao atuar ao lado de Soares e Schwenck.
Do clube de Santa Catarina, ele se transferiu para o Fluminense, onde foi vice-campeão da Libertadores e passou a melhor fase da carreira, segundo a sua própria avaliação.
Antes de se transferir para o São Paulo, Cícero passou quatro temporadas na Alemanha, onde atuou por dois clubes: Hertha Berlin e Wolfsburg. Mas de lá o polivalente jogador disse ter trazido para o Brasil apenas o cachorro, o mini yorkshire Zibben. Agora, o meio-campista se diz plenamente readaptado ao Brasil.
Em território nacional, Cícero teve boas atuações pelo São Paulo em 2011, que lhe renderam uma convocação para a seleção brasileira no Superclássico das Américas contra a Argentina. Trote? Ficou para o próximo chamado, que ele torce para que aconteça o quanto antes.




quinta-feira, março 29, 2012

Vai não vai



O Internacional diz não ter recebido a notificação oficial do São Paulo sobre a presença de Oscar nos treinos em Porto Alegre. Além de garantir não ter conhecimento do documento que pede a retirada do meia das atividades do colorado, os gaúchos se dizem avessos a um debate público sobre o caso.


            De acordo com o Blog do Perrone, a ideia de notificar o Inter surgiu no Morumbi após o retorno de Oscar aos treinamentos. E a ênfase do colorado em divulgar o fato. Na tarde desta quarta, o clube paulista reproduziu o documento em seu site. Mas de acordo com os cartolas procurados pelo UOL Esporte, nada chegou no Beira-Rio. Os advogados do clube também dizem não ter recebido o ofício.

“Eu sei que está no site do São Paulo, mas não tive oportunidade de verificar o conteúdo desta notificação. O que a gente estranha é que o São Paulo faça isso por intermédio de seu site”, disse o advogado do Internacional, Rogério Pastl à Rádio Gaúcha.

            O departamento jurídico do Inter ainda não entrou com nenhuma ação a Justiça para tentar reaver a condição de jogo de Oscar. Mas os representantes do atleta sim. O advogado André Ribeiro tentou, pela segunda vez, depositar uma quantia referente a multa de rescisão. Sem sucesso.

            Além de esperar pelas investidas do estafe de Oscar, o Internacional também tem evitado bater de frente com o São Paulo nos microfones. O presidente Giovanni Luigi – ironizado pelo vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes, transferiu as manifestações sobre o impasse para o vice de futebol Luís Anápio Gomes. Mas na prática, apenas o departamento jurídico está se pronunciando.

“O entendimento do Inter é de não fazer esta discussão pública. Nós temos um atleta que está sofrendo esta pressão que vem de São Paulo. Até agora ele se mostra um atleta exemplar. E por isso, o Inter não vai discutir com os diretores do São Paulo. Quando recebermos esta notificação, e tivermos inteiro conhecimento, vamos nos manifestar. E garanto que não vamos nos manifestar pelo site oficial”, afirmou Pastl.