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segunda-feira, abril 30, 2012

Caminho Certo


          Campeão da Taça Rio, o técnico Oswaldo de Oliveira ressaltou os percalços que teve na condução do Botafogo até o título da Taça Rio, conquistado no último domingo, e vibrou pela confiança que o resultado garante a seu trabalho. Ele chegou ao clube após cinco temporadas no Japão e, até agora, não sofreu uma derrota sequer.
- Tivemos algumas dificuldades de contusões, adaptação física de alguns jogadores. Acho que a minha readaptação não foi muito significante. O tempo que fiquei fora não abalou minha forma de trabalhar. Mas ficou uma coisa muito boa. Se não tivéssemos vencido, não haveria mudança, mas claro que deu mais confiança à sequência do trabalho - avaliou Oswaldo, à Rádio Tupi.

        Já de olho na Copa do Brasil, prioridade do clube por levar à Libertadores, o comandante lamentou o desgaste inevitável e quer aproveitar ao máximo o tempo para recuperar o time para o confronto com o Vitória, quarta-feira, às 21h50m, no Barradão.
- Foi um dia muito bom. Estamos felizes com a vitória e com a final. Hoje já estamos em ritmo de Copa do Brasil. Mas o tempo é curto: recuperação e viagem após o treino de terça. Vamos tentar fazer um bom resultado para decidir aqui no Engenhão com mais tranquilidade. O jogo contra o Vasco foi de uma exigência grabde. Houve jogadores com lesões, cãimbras... Vamos ter que trabalhar mais ainda com o departamento médico. Treinamento quase que não existe - disse.


sexta-feira, março 30, 2012

Tudo no grito


        O técnico Oswaldo de Oliveira não gostou do nível do treinamento apresentado pelo elenco na manhã desta sexta-feira. A ponto de decidir reunir o grupo do Botafogo ao final da atividade e dar uma ríspida bronca, com gritos e gestos, pelo que chamou - posteriormente, na entrevista coletiva - de acomodação. A preocupação se deve aos erros exibidos após uma semana livre para treinos e com a proximidade do clássico contra o Fluminense, domingo, no Engenhão.
- Ontem (quinta) fizemos um excelente treino, e hoje eu vi algumas falhas. Não posso deixar passar isso. Com a aproximação da partida, a qualidade tem que crescer, e vi acomodação. Tem aquela máxima de que treino é treino, e jogo é jogo. Alguns reagem diferente, mas preciso fazer com que se crie um espírito competitivo. O tempo de treino é curto, justamente para que não haja o desgaste, e quero um aproveitamento sério. Quando acontece um detalhe ou outro ruim, com pouca frequência, são colocações particulares. Mas, neste nível, gosto de dar um alerta, como dei, para que não percamos a intensidade - argumentou Oswaldo.

De acordo com o treinador, o fato de não ter havido um coletivo não significa menor pegada.
- Sempre ressalto que, quando não tem adversário, nós temos que criar nossa dificuldade. Sem os dois toques, arriscar mais. Durante o treino, a coisa até melhorou um pouco - disse, em referência ao treino tático, de ataque contra defesa, que priorizou a rápida troca de passes e finalizações.
A movimentação marcou o retorno de Loco Abreu ao time titular, deixando Herrera entre os reservas. O uruguaio, porém, levou uma pancada nas costas em dividida com o goleiro reserva Renan e caiu de mau jeito, sendo atendido prontamente. A confirmação sobre sua utilização diante do Fluminense só sai na manhã deste sábado, após avaliação dos médicos.
Na avaliação do trabalho até aqui, em quase três meses de Botafogo, Oswaldo ainda se mostra insatisfeito com determinados pontos, apesar de estar invicto, em 16 jogos:
- Temos evoluído, é um processo, mas ainda preciso que haja uma evolução maior em alguns pontos. É por aí mesmo, eles vão se habituando com a forma de jogar, com o trabalho...